19/03/2010 às 14:14:47 - Atualizado em 19/03/2010 às 14:15:10
Associação fragilizada
É uma situação complexa a vinculação dos árbitros de futebol às respectivas entidades dirigentes, podendo se dizer desde logo, que a relação de emprego entre essas partes é vetada pela legislação específica, como de outro lado aqueles que cumprem tão delicada missão "dirigir jogos de futebol", nenhuma segurança material tem à frente para sustentar eventuais danos decorrentes desse exercício.
Pelo menos no Estado do Paraná, a fragilidade dos árbitros nos últimos anos tem sido alarmante e em alguns casos pusilânime, uma vez que vivem um processo de subordinação nunca antes visto , perante a Federação Paranaense de Futebol.
Digo isso, porque amanhã, sábado, nas dependências do Hotel Itamarati em Curitiba, numa reunião para se avaliar o desempenho da arbitragem na primeira fase do campeonato, que foi regular na nossa opinião, os árbitros que lá comparecerem, serão comunicados que devem pagar à FPF a partir do mês em curso, a taxa de inscrição de (R$ 175.00) por cabeça, em 5 x de R$ 35.00, que nos últimos vinte e um anos pertenceu à Associação Profissional dos Árbitros de Futebol do Paraná e, por conseguinte, propiciava benefícios à confraria do apito paranaense. Quanto ao parcelamento em cinco vezes, da taxa de inscrição, Afonso Vitor de Oliveira presidente da Comissão de Arbitragem da federação e da Associação dos Árbitros, me disse via fone, que se faz necessário, porque nem todos os árbitros podem efetuar o pagamento à vista. Confesso que fiquei constrangido com a informação. É bom lembrar, que além de perder a taxa de inscrição, há pouco tempo, os árbitros da FPF, perderam duas conquistas importantíssimas. O percentual de 1% sobre as rendas dos jogos e o direito de se locomoverem em ônibus leito.
Agora, o que causa estranheza, é que os árbitros paranaenses possuem uma Associação Profissional de Árbitros de Futebol, formada na característica de direito como pessoa jurídica coletiva, mas apesar disso, não se envolve e não defende as conquistas obtidas pelos árbitros, e, por extensão, as perdas como forma de reação contra seus direitos nos atos em que sofrem.
No mínimo teria que se processar uma revolução em busca dos direitos de cada um porque uma eventual greve dos árbitros acaba com o futebol e deixa a FPF sem razão de ser para existir.
PS: Mas, os grandes culpados pelas perdas aqui nominadas, e pelas várias agressões físicas que sofreram no ano passado nos campos da suburbana, são os próprios árbitros da FederaçãoParanaense de Futebol, que há muito tempo perderam o bonde da história, se acomodaram, se calaram e dizem amém a tudo. Pobre arbitragem paranaense!
Valdir Bicudo-bicudoapito@bol.com.br
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