12/03/2010 às 00:00:00 - Atualizado em 11/03/2010 às 21:42:49

Quando setembro vier

O presidente Jair Cirino ainda quis fazer jogo de cena, admitindo a possibilidade de o Coritiba pensar na possibilidade de recurso, devido às pequenas variações nas declarações de voto no julgamento de ontem no STJD.

 Claro, era uma satisfação para a mídia nacional presente, como se esperada fosse mesmo a absolvição. Mas para quem tinha 30 e fica com 10 perdas de mando está mais do que bom -conforme avaliação dos próprios advogados do clube presentes no Rio de Janeiro.

Foi a mudança na lei ou a perícia dos advogados do Coritiba que levou à sentença de ontem? Pelo que entendi da explicação do Domingos Moro, ontem, na CBN, antes do julgamento, a simples mudança na lei não implicaria na automática reinterpretação de pena - a não ser na fiduciária. Mérito, portanto, para os nobres causídicos.

A questão agora é começar a lidar com o local de mando dessas primeiras dez partidas, assunto que a diretoria coxa vem mantendo em segredo de estado. Paranaguá seria o ideal - todos concordam. Mas faltam oito quilômetros na distância mínima exigida entre as cidades para permitir a transferência de sede. A não ser que fosse via ferry-boat, por Guaratuba.

Ponta Grossa ou Joinville? Seriam as duas únicas opções viáveis, para não castigar a torcida ao forçar viagens de longas distâncias. Para Ponta Grossa haveria a necessidade de revitalizar o estádio Germano Kruger, levantando dois ou três degraus a mais na arquibancada para permitir a capacidade mínima exigida pelo regulamento do campeonato - dez mil pessoas. A questão é saber se haveria tempo hábil - e vontade - para a agilização das obras em pouco mais de um mês.

Pelas circunstâncias, Joinville seria melhor. Belo estádio, pedágio bem mais barato e nada mais a fazer a não ser solicitar o mando e jogar. Alguém me disse não haver a concordância da Federação Paranaense de Futebol, que insistiria em manter o mando aqui no Paraná. Não acredito que o presidente Hélio Cury pudesse estar trabalhando contra um filiado, pois seria assim a interpretação de quem preferisse ver o Coxa jogando em Cascavel ou Paranavaí (sujeito à pressão contra da torcida local, com sensível rejeição contra os times da capital) do que em cidade próxima a Curitiba. O regulamento do campeonato não prende a decisão à vontade da federação, mas, mesmo assim, uma atitude assim poderia atrapalhar.

O mais certo de tudo é que a decisão precisa sair logo, para que o Coritiba comece a cevar a nova casa e a torcida a se preparar para a temporada de viagens que se aproxima até o dia em que, quando setembro vier, irá garbosamente receber a Portuguesa na volta ao Alto da Glória.

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