04/07/2009 às 00:00:00 - Atualizado em 03/07/2009 às 20:14:40
Nunca muda
Chega o fim de semana e a história se repete. Lá vamos nós em busca de otimismo, tentando renovar as esperanças de que agora a coisa vai. Tudo para chegar a segunda-feira, com a constatação de que ainda não foi dessa vez que nós, paranaenses, entramos no campeonato brasileiro.
Aí o coxa olha para o atleticano e vice-versa, sem que ninguém tenha o mínimo interesse em conversar sobre futebol. Ficar jogando a lanterna de um pro outro, rodada após rodada, não está, positivamente, em nossa vocação de torcedor. E aí todos mudam de assunto. Mais ou menos como deve estar acontecendo com os gaúchos depois do meio de semana. Um dia um, dia seguinte o outro, ambos eliminados nas mesmas circunstâncias sem tirar nem pôr.
A diferença é que por lá há outras metas a serem cumpridas. Outra, no singular, para ser mais específico: o campeonato brasileiro. Se não o título, pelo menos uma colocação que permita disputar a Copa Libertadores da América do ano que vem. Objetivo claro e palpável, pela qualidade técnica das equipes.
E por aqui, qual será o alvo?
Por enquanto, estrear no campeonato brasileiro da primeira divisão. Enquanto for de primeira, pois, a continuar assim, já será fácil vislumbrar um futuro nada interessante para a próxima temporada. Sim, houve a vitória de um aqui, de outro ali, mas ainda estamos devendo muito ao que poderia se considerar o modelo mínimo de exigência para uma campanha razoável na temporada. Que é ficar ali naquela zona morta das possíveis vagas da Copa Sul-americana.
Amanhã tem Coritiba e Atlético novamente em campo. O Coxa em casa, contra um São Paulo que tenta se reestruturar a partir da mudança do comando técnico. O técnico René Simões ainda não conseguiu chegar a um padrão técnico eficiente, por mais que tenha trocado peças e esquemas táticos. Mexe na defesa, por necessidade. E no ataque, por urgência, experimentando Bruno Batata ao lado de Ariel Nahuelpan. Mas o grande problema está no meio-campo, que não cria jogadas para finalização. De nada adianta, portanto, o ataque estar tinindo se não tem como ser municiado. O desafio do treinador para amanhã será, então, permitir que haja um mínimo de condição de se tentar o gol.
O Atlético vive um momento melhor, com sete pontos conquistados nos últimos nove disputados. Mas nem por isso é de se imaginar sucesso na partida de amanhã, contra o Grêmio, em Porto Alegre. Fica sem Rafael Santos – o melhor zagueiro do momento – e com uma indefinição no ataque, que já não rende há um bom tempo. E pega um adversário convalescente da dor da perda, que tanto pode dar tudo para apagar o fracasso do meio da semana quanto afundar-se em tensão pela natural pressão da necessidade de vencer a qualquer custo.
Mais um fim de semana complicado, não há como escapar.
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